sábado, 28 de maio de 2011

A Porta Negra


Há algumas gerações atrás, durante uma das mais turbulentas guerras do Oriente Médio, um general persa capturou um espião e o condenou a morte. O general, um homem de grande inteligência e compaixão, havia adotado um estranho costume e tais casos. Ele permitia ao condenado que escolhesse. O prisioneiro podia enfrentar um pelotão de fuzilamento, ou podia atravessar a "porta negra". Um pouco antes da execução, o General ordenava que trouxesse o espião à sua presença para uma breve e final entrevista, sendo seu principal objetivo saber qual seria sua resposta - o pelotão de fuzilamento ou a "porta negra. Então não era uma decisão fácil e o prisioneiro vacilava e preferia invariavelmente o pelotão de fuzilamento ao desconhecido e aos espantosos horrores que poderiam estar por trás de tenebrosa e misteriosa "porta negra". Momentos após se escutava o rajar das balas que davam cumprimentos a sentença. O general de nossa história, com os olhos fixos em suas polidas botas voltava-se para o seu ajudante de ordens e dizia:" Eis ali o que é o homem. Prefere o mal conhecido ao desconhecido. É uma característica dos humanos temer incerto. Você vê, eu disse a ele para escolher". Afinal, o que existe atrás da "porta negra"? - Perguntou-lhe seu ajudante de ordens. "LIBERDADE" - respondeu o General - "e poucos tem sido os homens que tiveram o valor de decidir-se por ela".

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